sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Abdomen II: Relação da Circunferência Abdominal com a Saúde


O padrão de distribuição do tecido adiposo possui fundamentalmente características genéticas/hereditárias 1,2, sendo a possível atividade regional da enzima lípase lipoprotéica (LPL) responsável por facilitar a captação e o armazenamento dos triglicerídeos pela célula adiposa1. No homem, quantidade maior de LPL na região abdominal é explicada pelo fato deste sexo ter uma pré-disposição a acumular gordura nesta circunferência. A obesidade que segue este padrão, ou seja, acúmulo na circunferência abdominal é chamado de obesidade andróide e está ligado a um maior risco de acometimento de patologias.Já a obesidade genóide, de maior percentagem em mulheres, possui acúmulo de gordura no quadril.

As principais doenças ligadas ao aumento da adiposidade abdominal são a hipertensão, cardiopatias e diabetes do tipo II 1,2,4,5,6. O dispositivo mais usado para identificar o risco que a circunferência aumentada pode acarretar é a relação circunferência cintura e quadril1,2, ou seja, o valor da circunferência da cintura dividido pela circunferência do quadril. Valores maiores de 0,80 para mulheres e de 0,95 a 1,0 para homens estão associados com um maior risco de morte 1,2.
A relação da patologia diabetes tipo II e circunferência abdominal, reside nas células adiposas da zona abdominal, principalmente as localizadas na região visceral perto dos órgãos. São metabolicamente mais ativas e conseqüentemente, liberam maiores quantidades de ácidos graxos livres na corrente sanguínea 4. Devido a este fato, há diminuição dos receptores ativos, principalmente o GLUT 4 5, levando a um quadro de hiperinsulinemia.

Os problemas cardíacos e seu elo com a medida da circunferência abdominal residem nas patologias coronarianas, consistindo em isquemias do coração (enfarto) e a arterosclerose. Em todos os casos, os entupimentos ocorrem devido ao acúmulo de colesterol e de triglicerídeos nas paredes arteriais 4,5. A obesidade, a hiperinsulinemia, a hipertensão e dislipedimia são consideradas fatores da síndrome metabólica, principal patologia do mundo contemporâneo 5.

Referências Bibliográficas

Acesse o Link abaixo e calcule sua Relação da Cintura e o Quadril:
http://www.saudeemmovimento.com.br/saude/cintura_quadril.htm

Extraído do GEASE Paulo Gentil
Fabio Barros Personal  Trainer


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Abdômen III: Solução para Diminuição da Gordura Abdominal


A solução para a diminuição da circunferência abdominal consiste em vários fatores, os quais
envolve mudança fundamental no cotidiano do indivíduo.

Dieta – Não existe uma para perda de gordura localizada, mas uma boa dieta é fundamental para a diminuição de gordura corporal. Outro fator interessante foi que o consumo de álcool em quantidades pequenas a moderadas, tem sido associado com a redução do risco de doença cardíaca coronariana e que este processo, reside justamente na obesidade centrípeta, uma vez que, indivíduos bebedores freqüentes apresentaram menores medições de abdominal que abstêmicos 8.

Controle hormonal – Principalmente do cortisol, hormônio associado ao stress e que devido a sua ligação ao aumento da lipoproteína lípase (LPL), mobiliza o acúmulo de lipídios 4.

Exercício Físico – Talvez o mais controverso, devido suas variáveis como o tipo, o volume e a intensidade.

Sobre a atividade física, estudos recentes 3,8 demonstraram que exercícios combinados (exercícios de resistência e exercícios aeróbicos) tiveram um decréscimo maior de gordura tanto subcutânea como visceral na região abdominal do que somente o exercício aeróbico. Demonstrando que a atividade somente aeróbica não é o fator básico de diminuição da gordura corporal. Entretanto, também não será a execução de mil abdominais todo o dia que irá transformar o abdômen em um tanque de lavar roupa. Abdominais que priorizem amplitude de movimentos e com qualidade de execução 9, respeitando as características musculares de carga-descanso, são suficientes para uma qualidade visual, mesmo sendo apenas um exercício e com poucas repetições.

Na mesma linha, uma preocupação com a postura é fundamental. Sendo requisito indispensável para uma consciência de como deva ocorrer a contração muscular, desta importante área do corpo. Uma combinação de vários tipos de atividade física é o ponto chave para um bonito abdominal.

Referências Bibliográficas
GEASE Paulo Gentil
Fabio Barros Personal Trainer

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Abdômen IV: Dicas para o Treinamento Abdominal


Algumas dicas de se treinar o músculo abdominal

- Tentar variar os tipos de exercícios abdominais, uma modificação de rotina permanente, além de possibilitar uma contínua motivação, possibilita modificação do padrão motor de ativação das fibras musculares.

- Procure treinar na amplitude máxima do exercício.

- Expirar na contração muscular. Parece óbvio, mas é comum este erro principalmente em iniciantes.

- Ter controle e consciência da contração muscular do abdômen. Seja ele executado nos exercícios abdominais, na contração para estabilização de outros exercícios (Ex:agachamento), ou na respiração e postura no dia a dia.

- Na contração máxima, executar de 1 à 2 segundos de contração isométrica, mais conhecido como pico de contração.

Enfim, se a obsessão pelo famoso abdominal tanque prosseguir teremos benefícios de saúde e qualidade de vida da população geral, devido inicialmente a uma preocupação estética. É o paradoxo de nossa sociedade, uma preocupação freqüente com a estética, esquecendo que um rosto jovem e um corpo atlético passa primeiramente pela qualidade de vida do cotidiano.

Referências Bibliográficas

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Abdomen: "Referências Bibliográficas"


01. WILMORE, JACK H.; COSTILL, DAVID L. – Fisiologia do esporte e do exercício. Editora Manole. 2001.

02. McARDLE, William D. – Fisiologia do exercício. 1998. Editora Guanabara.

03. PARK, SANG-KAB; PARK JAE-HYUN; KWON, YOO-CHAN; KIM, HO-SUNG; YOON, MI-SUK; PARK, HYUN-TAE – The effect of combined aerobic and resistance exercise training on abdominal fat in obese middle-aged women. Journal of Physiological Anthropology,22 (3): 129-135, 2003 

04. GUEDES, DARTAGNAN PINTO; GUEDES, JOANA ELISABETE RIBEIRO PINTO – Distribuição de gordura corporal, pressão arterial e níveis de lipídios-lipoproteínas plasmáticas. Arq. Brás. Cardiol, vol 70 (2), 93-98, 1998.

05. BANZ, WILLIAM J.; MAHER, MARGARET A.; THOMPSON, WARREN G.; BASSETT, DAVID R.; MOORE, WAYNE; ASHRAF, MUHAMMAD; KEEFER, DANIEL J.; ZEMEL, MICHAEL B. – Effects of resistance versus aerobic training on coronary artery disease risk factors.

06. PRADO, EDUARDO SEIXAS; DANTAS, ESTÉLIO HENRIQUE MARTINS – Efeitos dos exercícios físicos aeróbicos e de força nas lipoproteínas HDL, LDL e lipoproteína (a) – Arq. Brás. Cardiol., vol 79 (n.4), 429-33, 2002.

07. DURSTINE J. LARRY; GRANDJEAN PETER W.; COX, CHRISTOPHER A.; THOMPSON PAUL D. – Lipids, Lipoproteins, and Exercise – Journal of Cardiopulmonary Rehabilitation, Vol:22, Number 06, 2002.

08. DORN, JM; HOVEY, K; MUTI, P; FREUDENHEIM, JL; RUSSELL, M; NOCHAJSKI TH; TREVISAN M. – Alcohol drinking patterns differentially affect central adiposity as measured by abdominal height in women and men. Journal of Nutrition, Num133, Vol 8,2003.

09. SCHWARZENNEGER, A & DOBBINS, B. Enciclopédia de fisiculturismo e musculação, Artmed Editora.
Extraído de GEASE Paulo Gentil 


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Liberação Miofacial


Muito utilizada por Fisioterapeutas e Preparadores Físicos, como o nome já diz a Liberação Miofacial é toda a técnica  que liberta a fáscia muscular que é um tecido conjuntivo composto por elastina e colágeno  Fáscia esta que envolve também os órgãos e a coluna espinhal, mas focaremos especificamente na Muscular.

Popularmente falando, a fáscia é um tecido fibroso de cor branca que envolve a musculatura,  é bastante enervado, que une e liga todas as partes do nosso corpo, extremamente resistente que se espalha através de uma rede tri-dimensional, da cabeça aos pés sem interrupção e é também muito elástico devido obviamente à sua composição. Contudo, a fáscia é um tecido com efetiva participação nos movimentos e que muitas vezes vai acabando por endurecer, produzindo umas espécies de nódulos diminuindo a elasticidade e flexibilidade não somente dela mesma, mas dos tecidos e os movimentos corporais nos segmentos diversos, sendo os mais comuns localizados na cintura escapular, braços, quadris e panturrilhas.

Cada vez mais se reconhece a importância deste tecido na união e funcionamento de músculos, órgãos e tecidos. Pois para que o corpo funcione bem, ele tem de ter flexibilidade e elasticidade para saúde de modo geral e para sua excelente funcionalidade e performance em modalidades esportivas. Portanto dar flexibilidade e elasticidade à fáscia é extremamente importante para os sistemas viceral, raquitidiano e é claro musculo-esquelético. Infelizmente a fáscia é um tecido ao qual não se dá o devido valor e como tal não se estuda.

Apesar de ser muito novo e profundamente estuda, a liberação das fáscias Muscular, Crânio Sacral e Visceral,  pode ser feita por meio de Bastões de acrílico, Rolos de espuma, manipulações, "crochetagens" etc.
Má postura, inflamação ou um trauma, seja ele físico ou emocional, podem ocasionar um enfraquecimento da fáscia, resultando em uma pressão excessiva sobre os nervos, músculos, vasos sangüíneos, estruturas ósseas e/ou órgãos. Uma vez que testes-padrão como raio-x, mielogramas, eletromiografias, não detectam restrições de fáscias, possivelmente uma porcentagem grande de pessoas que sofrem com dor ou restrição de movimentos em alguns membros, possam estar tendo problemas de fáscia, porém muitos não são diagnosticados dessa forma.

A qualidade visco-elástica do sistema fascial faz com que haja uma resistência à uma força aplicada à ela. Isto explica porque a forma mais antiga de liberação miofascial, que era uma tentativa de "forçar" um sistema que não pode ser forçado, produzia dor e resultados limitados.

A nova abordagem de John Barnes(Fisioterapeuta americano há mais de 40 anos) consiste de uma manobra suave e uma pressão sustentada sobre as restrições fasciais. O elemento "tempo" é essencial para esta técnica, que tem a ver com o fluido viscoso e o fenômeno piezoelétrico(produção de eletricidade ao estresse mecânico): uma carga baixa (pressão suave) aplicada vagarosamente irá permitir que a fáscia de dimensão média (visco-elástica) seja alongada, podendo provocar desconforto e dor momentâneos.

A Liberação Miofascial de John Barnes oferece excelentes resultados para os seguintes problemas: Dores nas costas, coluna cervical, cefaléias, providas de traumas e quedas, oro-fasciais e por treinamento físico intenso.

Recomenda-se um mínimo de 2 sessões semanais no primeiro mês de tratamento e conforme as dores forem diminuindo, as sessões serão semanais até o desaparecimento do problema.

Veja o vídeo abaixo e aprenda os movimentos básicos da Liberação Miofacial.

http://www.youtube.com/watch?v=bUihA5mnz9A&feature=related